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Vida Cristã

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(Foto: unsplash.com)

Todo mundo tem uma cena da infância para se lembrar, e, na minha memória, ainda que eu tenha tantas, repousa nitidamente uma imagem cheia de muitos detalhes: as mãos da minha mãe.

Lembro claramente da cor jambo da sua pele e dos longos dedos que se pareciam muito com minha própria mão. Minha mãe era muitas coisas, mas principalmente o que suas mãos faziam.

Ela não tinha uma típica mão delicada como de muitas mulheres frágeis, mas mãos fortes, como se cada um dos seus calos contasse histórias duras, que ninguém quer muito ouvir. A pele áspera denunciava uma mulher de muito trabalho. O que era uma grande verdade.

A casa estava constantemente limpa, dava aula em dois turnos, e, no tempo que lhe restava, fazia de tudo um pouco: crochês, quitandas, hortas e o que mais a vida lhe sugerisse.

Lembro tanto das suas mãos que acabo recordando pouco do seu perfume. Do cheiro cítrico que emanava do seu cabelo quando estava a correr de um lado a outro, como alguém que tem muito a fazer, e o relógio nem se importava em querer passar mais devagar.

Era uma mãe linda, que me inspirou a ser guerreira também. Mas olho à minha volta e percebo que não estou sozinha como filha de uma mãe forte. São tantos afazeres, tantas atividades, que as mães têm estado completamente ocupadas em um mundo que exige que elas façam cada vez mais.

As pressões dizem: “Compre isso para o seu filho”, “Dê a ele esse celular”, “Suas crianças precisam fazer inglês, natação e balé”, “Toda criança faz balé”, “Escola pública? Nada disso. Seu bebê precisa de uma instituição particular para ter o melhor futuro”.

São tantas coisas que a sociedade diz que os filhos precisam, que as mães acabam se sacrificando em uma jornada que nenhuma mulher nasceu para percorrer. Sai cedo demais, chega tão tarde que mal a vemos. E a verdade é que o que realmente desejamos, como filhos, é a nossa mãe.

Eu era muito jovem ainda quando perdi a minha e não fui sensata o suficiente para dizer que não eram as coisas que ela poderia dar, mas era a mãe que eu queria.

Assim como os filhos são herança para os pais, não é o que as mães fazem, mas quem elas são que é, de fato, o grande tesouro que possuímos.

:: Érica Fernandes

FONTE: Lagoinha

CategoriaVida Cristã
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